Na última terça-feira (13/01), o Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, juntamente com o Ministério da Indústria e Recursos Minerais do Reino da Arábia Saudita formalizaram um Memorando de Entendimento (MoU) visando a cooperação bilateral no setor mineral.
O MoU
O instrumento, assinado em Riade, possui vigência de cinco anos e estabelece diretrizes para o intercâmbio técnico, o fomento a investimentos e o desenvolvimento tecnológico aplicado às etapas de geologia e mineração. Em termos técnicos, o documento prevê ações conjuntas em áreas de exploração, avaliação de recursos minerais e processamento de minérios.
As atividades estipuladas incluem a troca de especialistas, a implementação de programas de capacitação para geólogos e engenheiros de minas, e a transferência de tecnologias voltadas à eficiência operacional e mitigação de impactos ambientais. O acordo, segundo o próprio MME, busca modernizar as práticas de pesquisa e lavra, alinhando-as às demandas técnicas contemporâneas.
O MoU e a Economia Nacional
No âmbito econômico, o memorando incentiva a participação do setor privado de ambos os países na aquisição de direitos minerários, respeitando as legislações locais vigentes. Um dos pontos centrais é a proposição da criação de uma Aliança de Investimento em Mineração Brasil–Arábia Saudita. Esta iniciativa, segundo o Ministério, tem como objetivo articular entidades governamentais e investidores para viabilizar projetos de exploração e beneficiamento, com ênfase na agregação de valor aos minerais estratégicos essenciais para a transição energética.
Além dos minerais críticos, as tratativas abrangem o fortalecimento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e a discussão sobre mecanismos financeiros e fundos de investimento dedicados ao setor. Por fim, de acordo com o MME, a cooperação estende-se ainda à infraestrutura logística necessária para o suporte das operações minerárias, consolidando uma estratégia de diversificação de parcerias internacionais para o desenvolvimento do potencial geológico nacional.
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Fonte: Gov.BR – ANM Notícias













